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Entrevista com Maria José Correa–coordenadora GT ESPECIAL: DIREITOS HUMANOS E EDUCAÇÃO – ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES NO BRASIL no CAED-Jus 2026

A entrevistada da vez é a Maria José Correa.

Maria José Correa Mestra em Serviço Social e Políticas Sociais pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Campus Baixada Santista;

Atuou como assistente social judiciária no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP);

Membra do Grupo de Pesquisa e Extensão sobre Criança, Adolescente e Família (GCAF) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP);

Organizadora do livro “Conta de Novo: como me tornei mãe através da adoção”;

Coordenadora do Grupo de Apoio à Adoção “Conta de Novo”, na cidade de São Paulo.

Nesse momento, coordenadora do GT ESPECIAL: DIREITOS HUMANOS E EDUCAÇÃO – ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES NO BRASIL.

Confira a entrevista:

1) Quais foram as principais influências ou experiências que moldaram sua abordagem acadêmica até hoje?

As principais influências que moldaram minham formação acadêmica desde a graduação até o mestrado foram a construção do conhecimento a partir de uma perspectiva crítica e sociohistórica.
Assim, em minha atividade profissional em institutições governamentais brasileiras, tive a oportunidade de trabalhar com segmentos que vivenciavam a negligência estatal, em especial: crianças, adolescentes e suas famílias.
Por isso, o fazer acadêmico deve estar vinculado na mesma pespectiva do fazer profissional.

2) Como a sua experiência acadêmica prévia contribui para a sua visão sobre os desafios e oportunidades do seu GT no CAED-Jus?

Acredito que minha formação acadêmica contribui para a temática do GT Direitos Humanos e Educação: enfrentamento à violência contra as mulheres no Brasil.
A perspectiva sociohistórica tem como principal alicerce o reconhecimento de que vivenciamos um momento histórico, em que não é possível haver outra saída que não seja a garantia o direito à vida para todas as mulheres. Esse é o momento no qual o mundo acadêmico deve ter o compromisso de romper com a visão patriarcal da sociedade e tornar público pesquisas e produções que indiquem o potencial feminino, no mundo acadêmico e demais áreas da sociedade.

3) Como você enxerga o papel do CAED-Jus na formação de novos profissionais do direito e em outras áreas interdisciplinares??

A perspeciva de interdiscplinaridade no CAED-Jus propicia um espaço de diálogo entre diferentes ramos do conhecimento, propiciando uma compreensão do cenário mundial e seus reflexos no Brasil e da ética no reconhecimento de que pessoa humana tem direitos a serem garantidos pelo Estado.

4) A temática do seu GT é fundamental para pensar o direito de maneira interdisciplinar. O que você concebe como principal desafio da sua temática?

O principal desafio tende a ser a nossa própria formação acadêmica que trata o conhecimento exclusivo à seu ramo da ciência. Esquecendo que todos os ramos se complementam para superar as grandes questões colocadas para garantir a cada pessoa todos os seus direitos.

5) Quais recursos ou estratégias você utilizou para manter-se atualizado(a) e relevante dentro da sua área de pesquisa?

O principal estratégia sempre foi me manter atualizada na minha área de conhecimento: do sociojurídico à proteção social de alta complexidade, no Sistema Único da Assistência Social – SUAS . Durante o trabalho no Tribunal de Justiça, me atualizava para exercer com excelência como assistente social judiciário. Em 2021 tive a possiblidade de conhecer o Prof. Felipe Asensi, no Youtube e através do Programa de Produção Acadêmica e depois e Academus, pude iniciar uma jornada na companhia dos melhores acadêmicos, de áreas diferentes da minha formação . Essa jornada, interdisciplinar, fez diferença para disputar uma vaga no mestrado e posteriormente cursar e concluir o meu Mestrado no Programa de Pós Graduação em Serviço Social e Politicas Sociais, na Universidade Federal de São Paulo.

6) Para quem está começando a se envolver com projetos interdisciplinares, qual habilidade você acredita ser essencial para o sucesso nesse tipo de iniciativa?

A principal habilidade é a empatia, ou seja, a capacidade de sair do seu lugar e se interessar e buscar compreender o mesmo fenômeno a partir da perspectiva de outro. No mundo acadêmico, nem todos os mestres e doutores se percebem como trabalhadores, cuja função é devolver para a sociedade o saber produzido nas universidades. Por isso, aproveite todos os espaços para ouvir e aprender com as áreas de conhecimento diferentes da sua. Acredite, será surpreendente perceber que ao estudarem, pensarem e desenvolverem, o resultado será surpreendente.

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