A entrevistada da vez é a Maria Martins Silva Stancati.
Maria Martins Silva Stancati Pós-Doutora em Direito Processual pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ);
Doutora e Mestra em Direito Público e Evolução Social pela Universidade Estácio de Sá (UNESA);
Professora de Direito Civil e de Registros Públicos;
Coordenadora Pedagógica da Escola Superior de Advocacia de Niterói (ESA Niterói);
Integrante do Projeto de Extensão “Direito ao Ponto” da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ);
CEO da plataforma “Prof. Maria Maria Educação Jurídica”, voltada à advocacia extrajudicial;
Parecerista de revistas acadêmicas e palestrante;
Autora do livro “Administração de Conflitos na Jurisdição Voluntária Extrajudicial: subsídios doutrinários sobre sua possibilidade”, publicado pela Editora Processo em 2024;
Pesquisadora na área de jurisdição extrajudicial e registros públicos.
Nesse momento, coordenadora do GT 3 – DIREITO PRIVADO.
Confira a entrevista:
1) Quais foram as principais influências ou experiências que moldaram sua abordagem acadêmica até hoje?
Entender que, no Direito, a abordagem multidisciplinar com o auxílio da antropologia e sociologia, traz um olhar “fora da caixa”, criando não só as soluções, mas visualizando os problemas, onde os doutrinadores tradicionais não enxergam, sequer, que há uma diferença.
2) Como a sua experiência acadêmica prévia contribui para a sua visão sobre os desafios e oportunidades do seu GT no CAED-Jus?
Por sete anos, lecionei direito civil na gradução em Direito e, atualmente, continuo lecionando disciplinas de Direito de Família, Sucessões, e Registros Públicos em quatros cursos de pós-graduações. Em todas as oportunidades, explico a importância do estudo do Direito Civil, em especial sua interlocução com o Registro Público para a entrega dos atos de cidadania e do direito fora do Poder Judiciário por um olhar multidisciplinar. Logo, é empolgante conhecer novas pesquisas só pelo prazer de visualizar o direito em movimento.
3) Como você enxerga o papel do CAED-Jus na formação de novos profissionais do direito e em outras áreas interdisciplinares?
Enxergo, o CAED-Jus, como uma oportunidade, para expôr e publicizar a pesquisa acadêmica do autor, pois há a participação num congresso de ponta e publicação com ISNB americano, o que enrubostece, mais ainda, o currículo acadêmico.
4) A temática do seu GT é fundamental para pensar o direito de maneira interdisciplinar. O que você concebe como principal desafio da sua temática?
O principal desafio da temática do meu GT é fazer a leitura dos institutos de Direito Privado com a influências de outras disciplinas, tais como a antropologia e sociologia, para pensar na evolução deste não somente como um fenômeno social, mas um fenômeno de pertencimento de um grupo, num determinado recorte do tempo, de forma que ele possa fazer parte da estrutura social de uma época.
5) De que maneira você acha que sua área de pesquisa pode impactar a transformação ou inovação no campo jurídico, especialmente em termos interdisciplinares?
A minha pesquisa, trabalha com o lugar de justiça, fora do Sistema Judiciário onde há a entrega do direito por meio de uma jurisdição especial, cumprindo do devido processo legal extrajudicial, dentro de um sistema de justiça multiportas. Esse contexto não é ensinado na doutrina clássica de processo civil, mas eu contextualizo, exploro e estruturo, numa leitura multidisciplinar, o que ocorre com os institutos que estão sendo desjudicializados.
6) Quais recursos ou estratégias você utilizou para manter-se atualizado(a) e relevante dentro da sua área de pesquisa?
Dentres os recursos estão: leitura e acompanhamento da mudança dos provimentos do CNJ e dos Tribunais locais, leitura dos doutrinadores clássicos numa ótica de contextualização dos institutos à realizade da desjudicialização, e leitura dos novos doutrinadores num olhar de descontrução das doutrinas rígidas mais antigas.
7) Para quem está começando a se envolver com projetos interdisciplinares, qual habilidade você acredita ser essencial para o sucesso nesse tipo de iniciativa?
A primeira habilidade a ser desenvolvida é receber as informações como se não conhecesse, sua área prévia de atuação, ou seja, sem a rigidez que sua área propõe, seja ela pelo linguajar técnico ou pelo status social que possui; Abrir as portas a adquirir novos conhecimentos sem pré-conceitos, mais deixando-se aprender pela lógica própria, faz muita diferença.
Gostou da entrevista? Não esqueça de comentar e compartilhar.
A propósito, você já submeteu seu trabalho ao próximo evento do CAED-Jus? Você pode acessar o site do CAED-Jus em www.eventoscaedjus.com/caedjus-site e se inscrever no próximo evento programado com um artigo de sua autoria. Aproveite esta oportunidade!

