A entrevistada da vez é a Mariana Galvan dos Santos.

Mariana Galvan dos Santos Mestra em Direito pela Atitus Educação, com dupla titulação pela Università degli Studi di Perugia, Itália;
Graduada em Direito pela Universidade de Passo Fundo e Licenciada em História pela Universidade de Cabo Verde (UniCV);
Doutoranda em História pela Universidade de Passo Fundo;
Pós-graduada em Direito Civil e Processual Civil, Direito de Família e Sucessões, Direito Digital, Direito Societário e Governança Corporativa, além de Direito Previdenciário e Seguridade Social;
Atua como advogada, professora e pesquisadora, com interesse em democracia, tecnologia, trabalho, desenvolvimento e história;
Selecionada no VII Concurso José de Oliveira Ascensão, promovido pelo GEDAI da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Nesse momento, coordenadora do GT 6 – TRABALHO E SEGURIDADE SOCIAL.
Confira a entrevista:
1) Quais foram as principais influências ou experiências que moldaram sua abordagem acadêmica até hoje?
Minha trajetória sempre foi muito conectada com a ideia de entender o Direito para além da lei, olhando para a realidade das pessoas. Desde a primeira graduação, tive contato com temas como direitos humanos, trabalho e desigualdade, o que despertou esse olhar mais crítico. A formação em História também contribuiu muito para compreender que os problemas atuais têm raízes profundas. Além disso, a pesquisa e o contato com a teoria de Amartya Sen ajudaram a consolidar uma visão mais humana e voltada às capacidades e à dignidade das pessoas.
2) Como a sua experiência acadêmica prévia contribui para a sua visão sobre os desafios e oportunidades do seu GT no CAED-Jus?
A minha formação interdisciplinar me permite olhar para o trabalho e a seguridade social de forma mais ampla, considerando não só a legislação, mas também os aspectos sociais, históricos e econômicos envolvidos. Isso é fundamental em um cenário em que as relações de trabalho estão mudando muito rápido. Ao mesmo tempo em que surgem desafios, como a precarização e a informalidade, também aparecem oportunidades para pensar novas formas de proteção e inclusão.
3) Como você enxerga o papel do CAED-Jus na formação de novos profissionais do direito e em outras áreas interdisciplinares?
Vejo o CAED-Jus como um espaço muito importante de formação crítica e troca de experiências. Ele permite que estudantes e profissionais tenham contato com diferentes áreas do conhecimento, o que é essencial hoje. O Direito não pode mais ser estudado de forma isolada, e o CAED-Jus contribui justamente para essa construção de uma visão mais aberta, atual e conectada com a realidade.
4) A temática do seu GT é fundamental para pensar o direito de maneira interdisciplinar. O que você concebe como principal desafio da sua temática?
Um dos principais desafios é acompanhar as transformações no mundo do trabalho, especialmente com o avanço da tecnologia. Muitas vezes, a realidade muda mais rápido do que o próprio Direito consegue acompanhar. Além disso, também existe o desafio de garantir proteção social em um contexto de desigualdades crescentes. Pensar soluções que consigam equilibrar inovação e proteção é um dos grandes pontos hoje.
5) De que maneira você acha que sua área de pesquisa pode impactar a transformação ou inovação no campo jurídico, especialmente em termos interdisciplinares?
Acredito que a principal contribuição está em trazer um olhar mais humano e conectado com a realidade. Quando conseguimos integrar Direito, História e Tecnologia, por exemplo, ampliamos muito a capacidade de entender os problemas e propor soluções. Isso é essencial para pensar um Direito mais inclusivo e eficaz, especialmente em áreas como trabalho e seguridade social, que impactam diretamente a vida das pessoas.
6) Quais recursos ou estratégias você utilizou para manter-se atualizado(a) e relevante dentro da sua área de pesquisa?
Procuro estar sempre envolvida com pesquisa, participando de grupos, eventos e produzindo academicamente. Mas também considero muito importante acompanhar o que está acontecendo na prática, como mudanças na legislação, decisões judiciais e transformações sociais. Além disso, o contato com outras áreas do conhecimento ajuda muito a manter uma visão mais ampla e atualizada.
7) Para quem está começando a se envolver com projetos interdisciplinares, qual habilidade você acredita ser essencial para o sucesso nesse tipo de iniciativa?
A principal habilidade é estar aberto ao diálogo. Trabalhar de forma interdisciplinar exige ouvir, aprender com outras áreas e estar disposto a sair da própria zona de conforto. A curiosidade e a vontade de aprender também fazem toda a diferença nesse processo.
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A propósito, você já submeteu seu trabalho ao próximo evento do CAED-Jus? Você pode acessar o site do CAED-Jus em www.eventoscaedjus.com/caedjus-site e se inscrever no próximo evento programado com um artigo de sua autoria. Aproveite esta oportunidade!
