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Entrevista com Angelica Denise Klein – Coordenadora de GT do CAED-Jus 2020

A entrevistada desta vez é Angelica Denise Klein.

Angelica Denise Klein é Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Diversidade Cultural e Inclusão Social da Universidade Feevale. Mestra em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (2017). Especialista em Relações Internacionais e Diplomacia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2014). Especialista em Direito Previdenciário pelo Instituto de Desenvolvimento Cultural (2012). Graduada em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2010). Membro dos Grupos de Trabalho (Desenvolvimento e Apoio Digital/Mediação e Arbitragem) da OAB Seccional São Leopoldo-RS. Advogada e também Coordenadora do GT Trabalho e Seguridade Social do CAED-Jus 2020.

Confira a entrevista:

1) Você foi selecionado(a) para coordenar um dos Grupos de Trabalho do CAED-Jus. Nos conte um pouco como foi a sua trajetória acadêmica até esta seleção.

Sou graduada em Ciências Jurídicas e Sociais, desde 08.01.2011, e, a partir de então, busco me aperfeiçoar na academia, pois acredito que a teoria e a prática devem sempre caminhar lado a lado. Além de me atualizar no direito, tenho me apropriado de conhecimentos vizinhos e correlatos as ciências jurídicas, desde o mestrado em direito, momento em que me aproximei de sociologia jurídica e das teorias do direito. No período do doutoramento, a sociologia tomou corpo e tem se materializado dia a dia, principalmente em face da necessidade de investigar o campo de estudo (base empírica) conectado à teoria. Tal conexão emerge da necessidade de continuar estudando, aprendendo, conhecendo e aprimorando-se sempre.

2) O que mais lhe chamou atenção no CAED-Jus?

Interesso-me pelas novas tecnologias de ensino e da área jurídica envolvendo redes sociais e plataformas digitais. O que me surpreendeu no CAED-Jus é a possibilidade de transformar a maneira de fazer congressos, alterando-se do físico para o digital. Este novo cenário, além de inovador, também viabiliza que acadêmicos e pesquisadores das mais variadas regiões possam participar. Isto é inovador e desafiador, pois demanda esforço de uma equipe multiprofissional, que trabalha arduamente, por longos meses, de forma online, para que o evento se concretize dentro da programação estabelecida, garantindo também a edição e organização dos livros que serão disponibilizados digital e fisicamente.

3) A temática do seu GT é fundamental para pensar o direito de maneira interdisciplinar. O que você concebe como principal desafio da sua temática?

Falar sobre trabalho e seguridade social é extremamente difícil e delicado, sobretudo frente as recentes reformas, as quais alteraram significativamente os direitos sociais. Associar tal preocupação com a necessidade de ventilar os temas, associando-se ao direito material, processual e constitucional mostra-se imperativo, na medida em que, as normas não podem ser rígidas neste segmento, pois versam sobre direitos sociais, que envolvem trabalhadores, segurados e dependentes, os quais necessitam de certa segurança jurídica para continuar sua trajetória, além de decisões judiciais com viés social, que “olhe” o sujeito não apenas como um número de processo, mas como um sujeito de direitos e deveres, que demanda de atenção condizente com os princípios constitucionais, em especial, a dignidade da pessoa humana.

4) Bom, outras pessoas vão se espelhar em você para participarem das próximas iniciativas do CAED-Jus. Que dica final você daria para que possam produzir textos de qualidade e inovadores?

A primeira dica que dou é associar a empiria a teoria, buscando-se além da metodologia habitual de revisão bibliográfica. Aprendemos durante a graduação e o mestrado em Direito que os escritos devem seguir somente a revisão bibliográfica, sem trazer avaliações qualitativas e quantitativas sobre o assunto descrito. Entretanto, acredito que é importante romper com tal entendimento, buscando nas ciências sociais, sociologia jurídica, antropologia e demais áreas outras formas de pesquisa. Outra dica é inovar nas pesquisas, elegendo temas novos, que carecem ser explorados e apreciados pela academia, pela doutrina e pela sociedade. E, por fim, não desistir dos enfrentamentos necessários que a academia e a pesquisa impõem, pois a “vitória” de uma pesquisadora é ver seus escritos sendo lidos e servindo de base para outras pesquisas científicas.

 

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A propósito, você já submeteu seu trabalho ao próximo evento do CAED-Jus? Você pode acessar o site do CAED-Jus em www.caedjus.com/eventos e se inscrever no próximo evento programado com um artigo de sua autoria. Aproveite esta oportunidade!

 

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